Informação e saúde digital em debate

A Fiocruz Brasília sediou nos dias 4 e 5 de abril, a Oficina Diálogos Prospectivos: informação e saúde digital, que marcou o planejamento estratégico da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) do Ministério da Saúde. A abertura do evento contou com a presença da secretária da SEIDIGI, Ana Estela Haddad e dos outros secretários da pasta, que na oportunidade apresentaram as demandas de transformação digital das suas secretarias.

O coordenador de Integração Estratégica da Fiocruz Brasília, Wagner Martins, foi um dos responsáveis pela condução e aplicação da Metodologia de Diálogos Prospectivos, que é uma estrutura de planejamento com enfoque situacional e prospectivo. A abordagem permite aos participantes identificar fatores críticos no ambiente de atuação e selecionar as incertezas, refletindo sobre as possibilidades de futuro. Segundo ele, é preciso planejar os objetivos estratégicos da saúde digital a curto, médio e longo prazo para alcançar a transformação digital. “O mundo está na era digital, é preciso se organizar com centralidade na vida, o SUS precisará de novas tecnologias, mas também, e principalmente, de pessoas preparadas tecnicamente para enfrentar os desafios da transformação digital”, ressaltou.

A diretora executiva adjunta da Fiocruz, Priscila Ferraz, ponderou que a Fundação é uma grande parceira do Ministério da Saúde no desafio de discussão e operacionalização da estratégia da saúde digital no Sistema Único de Saúde (SUS). Ela lembrou da importância de gerar informação em saúde, “ninguém tem dúvida do papel da tecnologia, informação e comunicação na nossa vida hoje”, ao falar que devemos usar a tecnologia da informação como meio de inclusão e de transformação do SUS. “Precisamos usar essa tecnologia para ter um SUS mais inclusivo e equânime, para que a tecnologia da informação seja de fato um avanço para o bem-estar da sociedade, que é o que buscamos no conceito mais amplo de saúde”, afirmou.

A proposta do evento foi descrever e analisar as forças que incidem no ambiente interno e externo da SEIDIGI/MS. Além de desenhar o cenário prospectivo, no horizonte temporal de curto prazo, médio e longo, a partir de hipóteses de futuro, e apresentar as estratégias que irão permitir a efetivação deste planejamento.

No primeiro dia, os participantes elencaram os fatores relacionados às diferentes dimensões da Secretaria (política, econômica, tecnológica, ambiental, cultural e social) e aos seus campos de atuação, com descrição e indicação dos fatos de maior relevância que mostram a tendência do comportamento. Já no segundo dia de oficina, foram divididos em dois grupos, para discutir os cenários possíveis e elencar as estratégias de curto, médio e longo prazo a partir da análise de ambiente. Por último, os resultados dos grupos foram combinados, verificando se os objetivos e estratégias eram válidos.

Para a secretária, Ana Estela Haddad, a Oficina de Diálogos Prospectivos: informação e saúde digital foi um momento importante de imersão coletiva para compartilhar expectativas, pontos de atenção e futuros cenários. “Traçamos nossos objetivos e estratégias como Secretaria de Informação e Saúde Digital. Momento de integração entre todos que constroem nossa SEIDIGI, com escuta de qualidade e sem pressa”, concluiu.

Após a oficina, será realizado um plano de ação e um relatório final com a construção de painel de indicadores e o acompanhamento das trajetórias.

Além dos servidores e técnicos do Ministério da Saúde, estiveram presentes a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado; o secretário executivo da pasta, Swedenberger Barbosa; o secretário executivo adjunto do MS, Elton Bandeira; os secretários da SESAI, Weibe Tapeba; da SAES, Helvécio Miranda; da SAPS, Nesio Fernandes e da SECTICS, Carlos Gadelha. Além da secretária adjunta da SGTES, Laíse Rezende e do secretário adjunto da SVSA, Mauro Sanchez.

Texto: Fernando Pinto/Fiocruz Brasília
Fotos: Sergio Velho Junior/Fiocruz Brasília

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