Fiocruz apresenta seminário Vacinas, fatos, impactos, mitos e boatos

 

Mariella de Oliveira-Costa

O número de brasileiros que não estão imunes ao sarampo chega a 39 milhões, segundo recente levantamento do Ministério da Saúde, apresentado pelo responsável pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e servidor da Fiocruz, Wanderson Oliveira, durante a Feira de Soluções para a Saúde – Saúde Digital para Territórios Saudáveis e Sustentáveis, nesta sexta-feira, 18 de outubro, em Fortaleza (CE).

Ele foi o expositor do seminário Vacinas: fatos, impactos, mitos e boatos e apresentou como a vigilância em saúde está presente no cotidiano das pessoas. Em 2019, a SVS conta com 67 projetos de pesquisa em desenvolvimento, e previsão de 208 publicações, 53 ações de cooperação internacional, monitora 92 diferentes doenças, e realizará 3,7 milhões de exames em 2,4 milhões de pessoas, com  transporte de 2.667 amostras biológicas entre os laboratórios da rede.

No que se refere à imunização, foi apresentado o Movimento Vacina Brasil, estratégia lançada este ano para aumentar a cobertura vacinal no país. Nos últimos quatro anos, seis estados não atingiram a cobertura acima de 95% da população, a saber, Rio Grande do Sul, Piauí, Acre, Maranhão, Bahia e Pará. Até agora, foram 242 municípios brasileiros com casos de sarampo. O Ministério da Saúde vai garantir maior distribuição de vacina contra a doença, com 60,2 milhões de doses este ano, quase o dobro do distribuído em 2018. Para 2020, estão previstas 65, 4 milhões de doses, para garantir a vacinação de 39 milhões de brasileiros, na faixa etária de 1 a 49 anos suscetíveis à doença.

O Movimento Vacina Brasil contempla também estratégias específicas conjuntas entre os profissionais de saúde da atenção primária e a vigilância, como garantir que a sala de vacina esteja  aberta todo o horário de funcionamento da unidade, evitar barreiras de acesso, aproveitar as oportunidades de vacinação específica para checar o cartão e monitorar a cobertura vacinal e o seu registro adequado, orientar a população sobre a atualização do calendário vacinal, combater informações falsas, intensificar ações de vacinação em situações de surto, promover a disponibilidade e a qualidade das vacinas e garantir pessoal treinado e habilitado para vacinar.

Outra estratégia que deve ser regulamentada em breve será a necessidade de se apresentar o certificado eletrônico de vacinação nas escolas e no alistamento militar. Wanderson também comentou sobre o aplicativo DigiSUS, a nova ferramenta de informação em saúde, acessível por qualquer pessoa, pelo celular (ioS e Android), possibilitando a conferência do certificado de vacinação digital e o acompanhamento do calendário de vacinação nacional do usuário e seus familiares, entre outras funcionalidades.

Como desafios, elencou aperfeiçoar a informação epidemiológica, integrar com a atenção básica, acelerar a redução da carga de doenças, identificar grupos e populações mais vulneráveis e com dificuldade de acesso, implantar estratégias inovadoras e novas tecnologias e avaliar o impacto, a oportunidade e a qualidade das ações de prevenção, diagnóstico e tratamento.

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